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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dúvidas sobre a Redação no Enem


Posted: 14 Aug 2014 06:37 AM PDT
No texto de hoje responderemos perguntas e elucidaremos dúvidas enviadas por leitores do portal InfoEnem.
Começaremos com a mensagem enviada pelo Daniel Bartolomeu e aproveitamos para agradecê-lo pelo contato e pelo elogio à nossa apostila (clique aqui para conhecê-la ) de redação. O Daniel aborda a questão do tipo de letra e ressalta que leu no nosso material a afirmação de que, na verdade, tanto faz se o candidato escreve a redação com letra cursiva ou de forma, mas ele tem dúvidas sobre a sua caligrafia, já que mistura os dois tipos e pergunta se isto configura desvio gramatical e, portanto, se há problemas em redigir desta maneira.
Daniel, escrever misturando letras cursivas e de forma não configura desvio gramatical, pois gramática não tem a ver com caligrafia, pois gramática é um conjunto de regras e prescrições que ditam o que é considerado correto na língua escrita e falada em termos de morfologia e sintaxe. Não vemos como um problema misturar estes dois tipos de letras em escrever uma redação no Enem ou em qualquer outro exame ou vestibular, pois desconhecemos qualquer item de correção que avalie o tipo de letra utilizado pelo candidato.
O importante em relação a esta questão é que a letra seja legível, independente do tipo usado, se cursiva, técnica ou de forma ou, ainda, na mistura de dois tipos. O texto deve ser legível para que os corretores o avaliem da maneira mais justa possível, já que uma letra ilegível compromete o bom entendimento da redação. Você deve atentar-se, por exemplo, se escreve corretamente cada letra, pois há pessoas que não “fecham” o “a” e/ou o “o”, por exemplo, que não diferenciam o “m” do “n” dentre outros problemas e isso prejudica a leitura fluída que todo o texto deve ter.
Portanto, apenas para reforçar, o fundamental em relação a letra é escrever de maneira legível. Sugerimos que, além de seus professores, outras pessoas leiam seus textos e opinem acerca da letra.
A próxima mensagem que abordaremos é a da Paula de Mello e, desde já, a agradecemos pelo contato e pela confiança. A Paula nos contou uma situação pela qual passou:
Olá!
Meu nome é Paula e eu tive um sério problema com uma redação.
Fiz um simulado Enem e o tema da redação era sobre a “juventude violenta no Brasil”. Porém, os textos de apoio não passavam de notícias de jornais sobre criminalidade com jovens e tínhamos que fazer uma redação sobre isso.
O meu problema foi que esse é um assunto muito amplo e há diversas coisas que podemos dizer sobre ele e eu me perdi nisso. Não sabia se falava sobre maioridade penal, sobre a falta de oportunidades, black blocs, do tráfico de drogas… Enfim, gastei muito tempo pensando no que ia escrever.
Então a minha dúvida é sobre isso. Nos casos em que os temas são muito amplos, qual é a dica para fazer uma boa redação? Obrigada.

Paula, é difícil para nós avaliarmos a proposta de redação descrita sem lê-la, mas de acordo com o seu relato, a coletânea de textos motivadores era composta por notícias sobre crimes envolvendo jovens e para cumprir o tema “Juventude Violenta no Brasil”, pensamos que o ideal seria você prestar atenção aos tipos de crimes abordados pelas notícias que compunham a coletânea (furtos, assaltos, tráfico de drogas, homicídios etc), pois toda proposta de redação “recorta” o tema em um viés. Caso não haja menção às depredações ocorridas em manifestações, por exemplo, citar os black blocs não seria uma boa estratégia.
Acreditamos que este tema não seja tão amplo como você colocou, pois trata-se de um grupo específico – os jovens brasileiros – fazendo algo também específico – envolvendo-se na criminalidade – e, na sua mensagem, há a presença de aspectos fundamentais a esta questão: falta de oportunidades (na escola e de trabalho, já que a maioria dos jovens que entram para o mundo do crime são de camadas sociais mais humildes que, infelizmente, não têm acesso à educação de qualidade e, consequentemente, não conseguem competir de igual para igual com os jovens oriundos das camadas mais abastadas) e a discussão em torno da maioridade penal.
Ambas estão relacionadas, já que muitos defendem que o que precisa ser ajustado é a condição de vida – que envolve saúde, alimentação, moradia, educação, lazer etc – dos jovens e não a maioridade penal; já há muitos outros que pensam que se, com dezesseis anos, o adolescente pode votar, por exemplo, ele pode assumir as consequências dos seus atos e, ainda, existem aqueles que defendem as duas questões: melhoria na qualidade de vida e diminuição da maioridade penal.
Desenvolver este tema em cima destas duas questões, por meio da sua opinião, é uma boa estratégia. Em casos de propostas de redação cujos temas são muito amplos, primeiramente temos de dizer que, normalmente, são propostas mal elaboradas justamente por serem vagas demais e o aluno fica sem saber direito, como você, o que fazer. Nestas ocasiões, selecione um aspecto do tema o qual ache relevante e escreva mais especificamente sobre ele, relacionando-o, obviamente, ao tema.
A próxima – e última mensagem – é da Scárlate Falconi. Obrigada, Scárlate pela sua mensagem! Ela questiona se é permitido terminar uma dissertação-argumentativa com uma pergunta.
A resposta é “sim”, Scárlate, desde que fique claro o objetivo de fazer com que o leitor reflita sobre a questão colocada na conclusão de seu texto. Perguntas que finalizam redações, geralmente, têm o intuito de fazer com que o leitor pense e reflita sobre ela e, assim, demonstram este desejo do autor.
Esperamos ter elucidado estas dúvidas e aguardamos mais mensagens de vocês, leitores, cuja participação é de extrema importância para nós.
Até mais!


*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada e mestranda em Letras/Português pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente trabalha na área da Educação exercendo funções relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação em em importantes universidades públicas. Além disso, também participou de avaliações e produções de vários materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação (MEC).

46 museus virtuais para serem visitados de graça!

46 museus virtuais para você visitar de graça

16/02/2012
O Brasil conta com mais de 3.000 museus e você já visitou pelo menos 5% deles? Pensando nisso alguns museus digitalizaram seus acervos para espelhar a cultura e informação pela internet. Confira os 46 museus virtuais que você pode visitar:



(Crédito: Tupungato / Shutterstock.com)
(Crédito: Tupungato / Shutterstock.com)
É sempre um bom passeio turístico, informa, diverte, educa

Visite os museus virtuais. Eles representam a História e se comunicam com o internauta por meio de acervos, informações e arte. Infelizmente com a correria do cotidiano ficamos impossibilitados de visitar todos os museus disponíveis.



Digitalizar e disponibilizar itens de acervo pode ser apenas uma das etapas que um planomuseológico prevê para disseminar a informação e cultivar a memória, portanto, se você não puder visitar pessoalmente navegue por eles e divirta-se. É sempre um bom passeio turístico, informa, diverte, educa. Confira a seguir os 46 museus virtuais disponíveis na rede:


Qualquer dúvida é só "jogar" no Google.

Visite você também os museus virtuais!

Visite agora!
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Canal do ensino




Posted: 13 Aug 2014 06:00 AM PDT
Olá pessoal! A Casa do Concurseiro, empresa especializada na preparação de alunos para concursos públicos de nível médio e superior, ampliou sua área de atuação ao lançar uma ferramenta online...
Posted: 13 Aug 2014 05:50 AM PDT
Olá pessoal! Cody é uma iniciativa interessante que reúne uma série tutoriais de HTML e CSS de forma gratuita. Efeitos, estilos, recursos e diferentes truques encontraremos nesta biblioteca online...
Posted: 13 Aug 2014 05:40 AM PDT
Oi leitores! Poderíamos definir que a principal linha da Educação Fiscal com a missão de levar aos cidadãos a conhecerem seus direitos e deveres para poder exercê-los em sua plenitude, visando uma...
Posted: 13 Aug 2014 05:30 AM PDT
Olá leitores do Canal do Ensino! As novas regras firmadas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em 1990 estão válidas desde 2009, mas ainda causam muitas dúvidas por aí. Tanto que, no fim do...
Posted: 13 Aug 2014 05:20 AM PDT
Olá leitores do Canal do Ensino! Se você procura livros de comunicação e cultura, o blog Midia8 – que nasceu em 2007 e publica novidades do mundo da comunicação- compilou links de 130 títulos de...

Reprovação dos corretores de redação


Posted: 13 Aug 2014 12:59 PM PDT
De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo845 dos mais de 7 mil avaliadores que participaram da correção das redações do Enem 2013 foram excluídos durante o processo de correção das provas. As redações que passaram por estes corretores foram avaliadas novamente por outros.
A eliminação destes 12% se baseou numa avaliação que atribuiu notas numa escala de 0 a 10, deixando de fora aqueles que obtiveram pontuação inferior a 7. A nota dos corretores foi concedida por meio do monitoramento de coordenadores / supervisores e também através de um teste no qual duas redações já corrigidas, a cada lote de 50, eram enviadas ao corretor para verificar se havia grandes desvios.
A avaliação ocorreu durante o período de correção das produções textuais da última edição do Enem e utilizava o seguinte critério: aquele corretor que obtivesse nota abaixo de 5 seria automaticamente eliminado; o que conquistou desempenho superior a 7 estava aprovado; e quem ficasse com pontuação entre 5 e 7 teria até duas chances de recuperação. No caso de uma terceira abaixo de 7, o corretor em questão seria ¨reprovado¨.
O treinamento dos avaliadores das redações do Enem 2013 se estendeu por um período de 136 horas, compreendendo módulos a distância e presenciais. Em comparação com a edição de 2012, tais dados mostram um aumento no critério e rigor das exigências, uma vez que naquele ano a capacitação levou 100 horas e somente 52 (menos de 1%) foram dispensados, num total de 5.558 corretores.
Mas não foi apenas a cobrança sobre os corretores que cresceu, a valorização também. Na edição passada cada um recebeu R$ 3,61 por redação avaliada, enquanto este valor foi de R$ 2,35 em 2012 e R$ 2,25 em 2011, conforme informado pelo Serviço de Informação ao Cidadão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Para José Francisco Soares, presidente do instituto, a utilização desta avaliação objetiva está no caminho certo para melhoria da qualidade do serviço de correção das redações do Enem:
“À medida que o sistema começou a funcionar, nós tivemos um número maior de corretores que foram excluídos. Não é que a gente queira excluir. Mas a gente está dizendo: na medida em que criei critérios objetivos, eu tenho pessoas que estão sendo consideradas não habilitadas. Nosso sistema está funcionando”.
Para a edição do Enem de 2014, o Inep ofereceu certificação para uma equipe de 969 integrantes, composta por supervisores, auxiliares e avaliadores que já atuaram na banca corretora. Ao final do processo, 677 participantes foram aprovados.

Interpretação e análise de tabelas


Posted: 12 Aug 2014 12:24 PM PDT
Se você vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já deve saber que a prova tem, como uma de suas características mais marcantes, a inclusão de anexos nas questões, como gráficos, imagens, charges e tabelas, entre outros.
Normalmente tais anexos sempre trazem informações relacionadas a fatos / situações de nosso cotidiano e que devem ser interpretadas corretamente pelo candidato para que o mesmo possa chegar a alternativa correta.
No artigo de hoje abordaremos técnicas e dicas para análise, interpretação e solução de questões que trazem tabelas. Vamos observar a questão abaixo (Química) que caiu na prova do Enem de 2012, cuja resolução, explicações e comentários foram realizados pelo professor Jeferson dos Santos (UNICAMP) e retirados das Apostilas para o Enem 2014 do nosso Portal.
Questão 78 – Caderno Rosa
Uma dona de casa acidentalmente deixou cair na geladeira a água proveniente do degelo de um peixe, o que deixou um cheiro forte e desagradável dentro do eletrodoméstico. Sabe-se que o odor característico de peixe se deve às aminas e que esses compostos se comportam como bases. Na tabela são listadas as concentrações hidrogeniônicas de alguns materiais encontrados na cozinha, que a dona de casa pensa em utilizar na limpeza da geladeira.
tabela_post
Dentre os materiais listados, quais são apropriados para amenizar esse odor?
a) Álcool ou sabão.
b) Suco de limão ou álcool.
c) Suco de limão ou vinagre.
d) Suco de limão, leite ou sabão.
e) Sabão ou carbonato de sódio/barrilha.
 

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa C
Para esta questão basta nos lembrarmos de um conceito bastante primitivo da química orgânica: um ácido neutralizar uma base e vice-versa. O enunciado explica que o que está causando mau cheiro, no interior da geladeira da dona de casa, são aminas, provenientes do peixe, que se comportam como base. Logo, a solução para a limpeza da geladeira deve consistir em neutralizar a base com um ácido. De acordo com o conceito lembrado, a dona de casa deve usar algum produto que possua esse caráter.
Do dia a dia sabemos que limão e vinagre são ácidos. Entretanto, a tabela reforça este conceito mostrando uma concentração hidrogeniônica menor que 10−7 mol/L, que é a que caracteriza substâncias ácidas.
Comentário: Este é um dos conceitos mais discutidos nas reações químicas presentes no ensino médio. Uma informação que pode ajudar o aluno na solução da questão é do cálculo do pH de uma substância: pH = −log[H3O+]. Por este cálculo, de acordo com os valores informados na tabela, o pH do suco de limão e do vinagre são respectivamente 2 e 3. Lembrando que substâncias que apresenta pH abaixo de 7 são consideradas ácidas.
Conteúdos envolvidos: Neutralização ácido-base e pH.

Perceba que a tabela apresentada é bem simples, trazendo os materiais na coluna da esquerda e sua concentração de H3O+ na coluna da direita. Conforme explicado pelo professor Jeferson, bastava ao aluno procurar pelos elementos com maior concentração nas potências de base dez.
É claro que o estudante precisava do mínimo de conhecimento prévio sobre neutralização de reações (química) e potência de dez em (matemática) para não se confundir na escolha dos materiais mais ácidos. Entretanto, a solução da questão passava, fundamentalmente, pela interpretação da tabela.
Apesar de apresentar uma tabela simples e de fácil leitura, o estudante precisava interpreta-lá relaciona-lá da maneira correta com o que se pedia no enunciado para a resolução do exercício. Este é um exemplo típico de questão envolvendo tabela cobradoa pelo Enem.
Para não perder pontos valiosos nestes itens, é preciso estar adaptado a leitura de tabelas. A principal orientação é a resolução de listas de exercícios e a leitura de textos que tragam este tipo de elemento.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O segredo de uma redação

A importância de saber ler e escrever nos é revelada antes mesmo de começarmos a ser alfabetizados e nos é intrínseca, já que desde muito cedo brincamos com a linguagem por meio de lápis, caneta, papel, revistas, livros e, com o advento tecnológico, com celulares, computadores e tablets. A linguagem e as línguas fazem parte da nossa evolução como espécie.
Quando entramos na escola, a escrita passa a ser ensinada em seus aspectos formais – ortografia, gramática normativa, pontuação, estrutura textual, tipos textuais, gêneros, sintaxe, semântica etc – a fim de que os estudantes aprendam a escrever no dia a dia segundo suas necessidades e objetivos.
A partir do final do Ensino Fundamental II, passando pelo Ensino Médio, a escrita é colocada pelos professores como fator primordial para que seus alunos sejam aprovados nos vestibulares que, por sua vez, são, no Brasil, o tipo de seleção de candidatos mais utilizado pelas universidades e faculdades, algo muito criticado, inclusive, mas isso é outra história.
Neste cenário, a escrita passa a ser vista pelos, agora, candidatos ao Enem e às demais provas, como obrigação, assim como as demais disciplinas escolares. A impressão que se tem é que devemos escrever adequadamente apenas um tipo textual – a dissertação-argumentativa, já que ela é a maior exigência em exames de produção de texto, como se só existisse este tipo e não os inúmeros gêneros que circulam nas mais variadas esferas sociais – para obtermos a nota mínima para conseguirmos a tão sonhada vaga no curso universitário desejado. E isso é errado.
Devemos ler e escrever de modo autônomo e proficiente para a vida, para sermos cidadãos atuantes e protagonistas de nossos pensamentos. Quem pensa em, apenas, atingir a nota de corte pensa de maneira medíocre.
Por muitos estudantes pensarem deste modo, a escrita e a leitura passam a ser vistos como obrigação; o não incentivo, na infância, à leitura e à escrita contribuem para este cenário, pois ambas devem ser hábitos prazerosos na rotina de todas as pessoas e, para tanto, o acesso ao conhecimento deve ser liberado e estimulado. Estes fatores em conjunto favorecem a ideia de que a Língua Portuguesa é chata e muito difícil – o que é mentiroso – e a falsa sensação de que escrever é um bicho de sete cabeças.
Obviamente, devemos levar em conta que cada indivíduo possui habilidades e preferências diferentes: uns se saem melhor nas exatas, outros nas biológicas e outros nas humanas e, ainda, há aqueles que se saem bem em todas as áreas. O problema de sair-se mal em produção de texto e em leitura, por exemplo, são as consequências para toda a vida, já que nos comunicamos oralmente e por escrito no ambiente de trabalho, na esfera íntima, na academia… ou seja, em todos os segmentos.
Os alunos que possuem dificuldades em escrever e não têm isto como um hábito, ao se depararem com a pressão da escola e/ou com a necessidade de “passarem” em um Enem ou em um outro vestibular, por exemplo, ficam desesperados em busca de uma receita perfeita – ou, quem sabe, mágica – para escrever um texto. Mas esta receita não existe.
Há, apenas, um grande truque, um segredo para escrever bem e para terminar de escrever um trabalho escolar, uma dissertação de mestrado, uma tese de doutorado ou qualquer outro tipo ou gênero: escrever.
A escrita deve ser parte integrante da rotina de um estudante que está se preparando para prestar o Enem ou um outro vestibular e não apenas em relação aos estudos da Língua Portuguesa e da redação; as demais disciplinas devem ser estudadas através da escrita por meio da produção de rascunhos, resumos, relatórios, projetos, resenhas, respostas dissertativas, dentre outros.
Todos que lidam, em seu dia a dia, diretamente com a escrita devem se programar e organizar suas rotinas para escrever. Os candidatos ao Enem e aos vestibulares, por exemplo, em relação à redação, devem realizar suas leituras, discussões e pesquisas antes de fazerem as propostas. Após esta primeira parte é o momento de escrever.
Sentem-se, de maneira confortável, em uma cadeira, de frente para uma mesa, em um cômodo agradável e quieto, sem distrações como internet, celulares, televisão, rádio etc. Disponham-se a cumprir a proposta de redação de dois modos, alternadamente: sem preocupar-se com o tempo e controlando-o, como se fosse, realmente, o dia da prova.
Estudantes e candidatos devem se comprometer a escrever todos os dias e, pensando em redação, a fazer, pelo menos, uma proposta por semana. Este é o mínimo. Caso seja possível escrever mais de uma redação por semana, perfeito!
Theresa MacPhail, professora assistente do Stevens Institute of Technology, nos Estados Unidos, em seu blog, defende – com razão – que escrever é pensar. Ela afirma, corretamente, que enquanto escrevemos as ideias vão aparecendo e que, infelizmente, momentos geniais são raros e que se a escrita fosse encarada como um desafio, principalmente por aqueles que torcem o nariz para ela, seria muito mais fácil haver uma melhora. Para MacPhail, devemos nos comprometer com o processo da escrita e não pensar, apenas, em termos uma nota mínima para atingirmos a nossa meta.
Apostamos que candidatos que obtém notas máximas no Enem e em demais vestibulares possuem, desde crianças, o gosto pela leitura e pela escrita e encaram esta como um processo de aprendizagem eterna e não fazem o mínimo para terem a nota mínima; pelo contrário, eles fazem o máximo para obterem a nota máxima e, acima de tudo, para serem proficientes e dominarem a escrita.
Claro que há diferentes estilos de escrita, mas a disciplina com o processo é de fundamental importância. MacPhail ressalta que haverá, nesta rotina, bons e maus momentos: haverá dias em que a escrita deslanchará e haverá outros em que ela parecerá travada, mas isto é normal. Sempre temos nossos bons e nossos maus dias. A sua dica é escrever, do mesmo modo, maus dias para, inclusive, aprendermos a lidar com as nossas frustrações e dificuldades.
Nesta parte do processo, os rascunhos e as revisões são importantíssimos. Como já dissemos em outras publicações, autores consagrados como Guimarães Rosa dedicavam grande parte de seu tempo à revisão de seus livros e devemos fazer o mesmo com as nossas redações reescrevendo-as até elas ficarem do modo como queremos.

Como estudantes e candidatos ao Enem e aos demais vestibulares, escrever faz parte do trabalho e da rotina. Então, como finaliza MacPhail em seu texto, parem de ler e vão escrever!
MACPHAIL, Teresa. The no-fail secret to writing a dissertation. Disponível em https://chroniclevitae.com/news/370-the-no-fail-secret-to-writing-a-dissertation?cid=VTKT1. Acessado em 04/08/2014.